16 de novembro de 2009

4. DISCIPLINA ESPIRITUAL - JEJUM por Reinaldo Ferreira

O jejum adquiriu má reputação em conseqüência das praticas exageradas na idade média as quais era submetido a rígidas exigências vinculando-o a sofrimentos físicos. Alem disso, somos ensinados que para termos uma boa saúde, precisamos de pelo menos três refeições diárias. Como conseqüência de tudo isso, quando alguém leva a serio a tentativa de jejuar é logo questionado com objeções do tipo “isso não fará bem a sua saúde” ou “isso vai atrapalhar o seu trabalho”. Obviamente são questionamentos absurdos e preconceituosos.

Todas as religiões importantes reconhecem o mérito do Jejum que sempre foi praticado por todos os grandes personagens bíblicos e até mesmo por grandes homens da história que não fazem parte das escrituras. Na bíblia, o jejum refere-se a abster-se de qualquer tipo de alimento, exceto água. Quando Jesus fez o seu conhecido jejum de quarenta dias, obviamente ele não comeu nada, mas que perto do final, Ele “teve fome”. Ao ser tentado, satanás lhe oferece “comida”, indicando que a abstinência não era de água.

O jejum parcial, ou seja, a ausência apenas restrita, porém não completa, pode também ser considerada um jejum. O projeta Daniel que tinha o costume de praticar o jejum normal, houve um período de três semanas que ele relata: “Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma essência aromática, até se passarem as três semanas”. (Daniel 10:3)

Na escrituras há também diversos exemplos de “jejum absoluto”, ou seja, abstenção completa, inclusive de água. Um dos exemplos mais conhecidos foi quando Ester instrui Mardoqueu: “Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei”. (Ester 4:16)

Jesus no sermão do monte relaciona o jejum no contexto sobre seu ensinamento a respeito da oração e doação. É como se estivesse relacionando os 3 assuntos entre si. Desta forma, não temos como excluir o jejum dos ensinamentos de Jesus como também não podemos excluir a oração e doação. Alem disso, Ele afirma em Mateus 6:16 “Quando jejuarem...”, presumindo que seus seguidores jejuem e por isso, estava os instruindo a fazê-lo corretamente.

Martinho Lutero afirma: “Cristo não tinha a intenção de rejeitar nem de desprezar o jejum. Sua intenção era restaurar o jejum correto”

Acima de tudo, é preciso que o centro do jejum seja sempre Deus, ou seja, deve ter seu inicio em Deus e ser ordenado por Deus. A exemplo da profetisa Ana, devemos “adorar a Deus jejuando” (Lucas 2:37).

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