25 de agosto de 2008

LEI Nº. 12 - A LEI DA DELEGAÇÃO DE PODER

Só líderes seguros delegam poder aos outros

EXEMPLO: BARNABÉ
TEXTO: ATOS 9:26-31

Quando Saulo de Tarso se converteu, todos os discípulos em Jerusalém tinham medo dele. Nenhum deles desejava correr o risco de o apoiar. Tinham lá suas suspeitas. Entretanto, Barnabé o recebeu e o levou aos discípulos, afirmando a autenticidade da sua conversão. O grego implica, na verdade, que “ele tomou Saulo pela mão” e o levou à presença dos apóstolos. Barnabé, que poderia ter sido a pessoa que perdeu o voto de se tornar o décimo segundo discípulo (substituindo Judas), foi o apoiante de Saulo—e foi seu mentor até que se tornaram colegas como plantadores de igrejas missionárias. Mesmo quano Paul o suplantou em favor e autoridade, Barnabé continuou a dar-lhe força e a encoraja-lo. Que ilustração vívida do facto que somente líderes seguros podem delegar poder a outros. E ele continuou, delegando poder a outros jovens líderes emergentes da Antióquia, bem como a João Marcos. Tanto como nos é possível dizer da história da Igreja Primitiva, Barnabé foi quem mais delegou poder e preparou pastores e líderes para o ministério, exceto, talvez, o próprio Paulo.

OBSERVAÇÕES QUANTO A ESTA LEI...
Como é que Barnabé delegou poder a Paulo? Ele seguiu bem os passos fundamentais...

Ele acreditou em Paulo, antes dum consenso seguro. (Atos 9:26-27)
Barnabé não esperou até ser politicamente correto acreditar-se em Paulo. Acreditou nele antes de qualquer outra pessoa se mostrar disposta a dar esse passo e correr o risco. Ele expressou diretamente sua aceitação e confiança no futuro de Paulo, o que teria dado a este uma oportunidade de entrar no círculo.

“Tendo (Paulo) chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos...”

Ele representou Paulo junto a importante contactos. (Atos 9:27)
Um dos presentes que ele deu a Paulo foi o de apresenta-lo e até representa-lo perante os Apóstolos. Barnabé deu-lhe credibilidade na altura em que Paulo ainda não tinha tido tempo de ganha-la por si próprio. Ele pôs Paulo em contacto com líderes que poderiam ajudá-lo a triunfar.

“Barnabé...levou-o aos apóstolos e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus.”

Ele defendeu Paulo contra severa crítica. (Atos 9:26-27)
Barnabé foi o único que acreditou no relatório de Paulo, e defendou em Jerusalém a sua conversão. Quando outros se mostraram desconfiados e críticos, ele “contou-lhes como ele vira o Senhor... e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente no nome de Jesus.”

“...todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo... mas Barnabé... contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho... e como pregara ousadamente no nome de Jesus.”

Ele equipou Paulo para funcionar em suas específicas capacidades. (Atos 9:28-29)

Barnabé possibilitou a Paulo mover-se livremente entre os judeus em Jerusalém, ensinando e debatendo as verdades das Escrituras. Os dons de Paulo foram rapidamente descobertos e lhe foi permitido usar tais dons—antes de fazer qualquer curso de teologia cristã. É óbvio que Barnabé foi instrumental em levar Paulo à confiança de falar tão ousadamente e em tempo tão curto.

“(Paulo) estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. Falava e discutia com os helenistas...”

Ele apoiou Paulo a encarar sérios desafios. (Atos 9:29-30)
Um quarto presente que Barnabé deu a Paulo foi sua extraordinária atenção e apoio. Ele tornou-se o maior admirador de Paulo em Jerusalém! Ajudou Paulo a escapar de Jerusalém quando sua vida corria perigo. Ele advogou seu chamado e ministério, ao saírem ambos de Antióquia para sua primeira viagem missionária.

“(Paulo) falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida. Tendo, porém isto chegado ao conhecimento dos irmãos (Barnabé e outros discípulos), levaram-no até Cesaréia, e dali o enviaram para Tarso.”

OBSERVAÇÕES QUANTO AO MINISTÉRIO DE DELEGAÇÃO DE PODER EXERCIDO POR BARNABÉ:

Ele delegou poder a novos crentes, motivando-os a guardar a fé. (Atos 11:23)

“Tendo ele chegado e vendo a graça de Deus, alegrou-se, e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.”

Ele delegou poder a muitas pessoas para chegarem à fé em Jesus Cristo. (Atos 11:24)

“...Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.”

Ele delegou poder a João Marcos, mesmo após seu fracasso missionário. (Atos 15:37-39)

“E Barnabé queria levar também João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara ... Houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se. Então Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre.”

Ele delegou poder a gentios através de Chipre e Galácia , para voltarem a Cristo. (Atos 13)

“Cumpria que a vós outros em primeiro lugar fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra.”

5. Ele delegou poder a novas igrejas, nomeando anciãos para as guiarem. (Atos 14:23)

“E promovendo-lhes em cada igreja a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.”

6. Ele delegou poder à igreja nacional, relatando seus esforços missionários. (Atos 14:27)

“E ali chegados, reunida a igreja, relataram quantas cousas fizera Deus com eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”

7. Ele delegou poder ao primeiro concílio da igreja, para compreenderem o que Deus estava fazendo entre os gentios. (Atos 15:12, 22, 25)

“E toda a multidão silenciou passando a ouvir a Barnabé e a Paulo que contavam quantos sinais e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios.”

A LEI EM ESCRITURA...

“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admmoestações, e tanto mais quando vedes que o tempo se aproxima.”

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