12 de novembro de 2009

2 - DISCIPLINA ESPIRITUAL - MEDITAÇÃO por Reinaldo Ferreira

O adversário tem se especializado em três áreas: ruído, pressa e multidões. Em curto prazo, a pressa pode até causar certa excitação agradável, e é por isso que muita gente deixa as coisas para depois, pra última hora, mas os efeitos em longo prazo podem ser devastadores. O desgaste provocado por um organismo numa velocidade acima do natural durante muito tempo, sem o devido descanso, pode ser desastroso para a saúde. Carl Jung, famoso psicólogo, diagnosticou a doença da pressa e afirmou categórico: “A pressa não é do diabo; a pressa é o diabo”.

Não é à toa que cada vez mais vemos surgir novos nomes de doenças relacionadas ao mesmo problema: Doença da Pressa, Síndrome do Pensamento Acelerado, Hiperatividade, etc.

Todos os mestres nos convocam para rompermos a fronteira do Espírito através do habito da Meditação. Embora possa soar estranho aos nossos ouvidos hoje, devemos nos envolver sem receio, como aprendizes na escola que o autor chama de “oração contemplativa”.

A bíblia emprega duas palavras hebraicas para transmitir a idéia de meditação, que juntas são usadas 58 vezes na escritura. Estas duas palavras possuem diversos significados diferentes: ouvir a palavra de Deus, refletir nos feitos de Deus, relembrar os atos divinos, ponderar sobre a lei de Deus, entre outros. Em cada caso, a ênfase está na mudança de comportamento como resultado do encontro com o Deus vivo. Arrependimento e obediência são traços essenciais de qualquer conceito bíblico de meditação. O salmista registrou: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro... Afasto os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra... Não me afasto das tuas ordenanças, pois tu mesmo me ensinas”. (Salmos 119:97, 101, 102)

Numa definição simples, a meditação cristã é a capacidade de ouvir a voz de Deus e obedecer à sua palavra.

Apesar das diversas hesitações e desculpas, Moisés aprendeu a ouvir a voz de Deus e a obedecer à sua orientação assim como o sacerdote Elias o qual ajudou o jovem Samuel a reconhecer a voz do Senhor. Elias passou boa parte de um dia e de uma noite numa região despovoada aprendendo a discernir a voz de Deus no “murmúrio de uma brisa suave” (1 Reis 19:9-18).

11 de novembro de 2009

1 - HÁBITOS ARRAIGADOS, por Reinaldo Ferreira

O autor nos convida a termos uma visão além da mediocridade religiosa pela qual a maioria dos crentes passa a vida inteira. Lamentavelmente, a busca por novas experiências com o Senhor não é um hábito presente e por esta razão gerações estão perdendo a oportunidade de viver uma vida abundante no Espírito.

Em resposta a estes maus hábitos arraigados nas ultimas gerações, o autor sugere uma disciplina com base na palavra de Deus. Abordando algumas práticas ensinadas e vividas pelo Senhor Jesus, nos estimula a reflexão e resgate de novos hábitos.

Na busca de santidade, nós somos levados a travar uma luta literalmente “desumana”e inteiramente vã, a qual nos faz sentirmos falidos moralmente ao perceber que simplesmente não somos capazes de vencê-lo pela nossa própria força ou nossa própria vontade.

O autor esclarece o que ele chama de “devoção voluntaria”, que pode produzir uma demonstração exterior de sucesso durante certo tempo, mas nas rachaduras da vida, mais dia menos dia nossa condição intima será revelada. Ele cita as palavras enfáticas de Jesus dirigindo-se aos fariseus assim:

“Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do seu mau tesouro tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado.”(Mt 12:34-36)

A obra de mudança interna é sobrenatural, ou seja, só pode ser feita pelo Senhor e não por nós. Paulo afirma em romanos que “Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo” (RM 5:17).

O autor entende que não fazemos nada mais que receber um presente, entretanto sabemos que as mudanças são reais porque descobrimos que o espírito compassivo, que uma vez achamos tão difícil de demonstrar, torna-se fácil através da ação sobrenatural de Deus.

As armas, portanto, são espirituais e para utilizarmos temos que estar em intima comunhão com o Senhor. Para isso, o autor sugere o que ele chama de “disciplinas espirituais”. Elas têm a intenção de trazer a abundancia de Deus para nossa vida.

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